Te chamei de Branca, uma doçura.
"Quando avistei-te ao longe, meus olhos soltaram-se em alegria. Era branca, muito branca, delicada, de um véu de ternura inabalável. Seu cheiro! O seu cheiro.. Como lembraste fios dourados e sedosos!
Estava mergulhada em um canteiro rodeado de cores, havia azul, rosa, lilás, amarelo.. e Você. E logo percebi um sorriso, querendo chamar-me atenção, e que grande beleza explodia! Não sei o porquê, tão logo suspirei bem fundo, e ela se assustou. Mas claro, foste tão frágil, tão pequena, e sem espinhos. É, claro. Uma rosa tem espinhos. Mas ela não possuía tal maldade. Só ternura, só. Fui aproximando-me, e embasbacada, a fiz carinho com um dedo, de leve, com receio de perdê-la. Me apaixonei a primeira vista, desculpe. A levei para meu cantinho favorito: meu quarto, na minha escrivaninha, ao lado dos muitos livros que já havia lido, e outros ainda por ler. Ela riu, foste simpática e grata. Coloquei-a em uma jarra linda, de vidro, decorada, para ali minha inspiração voar além... além de olhos tão doces. Ela vai permanecer ali por muito tempo, observando-me dedilhar as palavras. Eu sei que irá."
Escrito por Camila Lacerda
Escrito por Camila Lacerda





